Instituto Mame Bem

ㅤe-bookㅤ

Nutrição materno-infantil:

o que nutricionistas precisam saber

Além da Nutrição

ㅤo impacto da nutrição materna na saúde das futuras geraçõesㅤ

Seja bem-vinda(o) a leitura deste e-book intitulado como “Além da Nutrição”, onde você poderá se aprofundar no tema da Nutrição Materno-Fetal, sob um olhar amplo, vislumbrando a janela de oportunidades que existem para a promoção da saúde humana e desenvolvimento infantil.

Nos últimos anos, vem se tornando cada vez mais claro que gerar uma nova vida é também uma oportunidade para melhorar a saúde das futuras gerações por meio da nutrição. O aporte adequado de nutrientes para a mulher nos períodos de pré-concepção, gestação e amamentação é fundamental para fornecer ao seu filho a nutrição necessária para que ele atinja seu máximo potencial na fase adulta.

A ciência da nutrição e epigenética propõe que, a saúde humana é condicionada, a longo prazo, não só pela alimentação atual do indivíduo, mas pela forma como suas mães se alimentaram durante a gravidez e até mesmo a alimentação da geração anterior pode ter afetado genes, para o benefício ou dano da saúde do indivíduo.

Um grande estudo sobre o impacto da nutrição na herança epigenética, avaliou os efeitos da fome na Holanda após a Segunda Guerra Mundial (Dutch Famine Birth Cohort Study), e descreveu que entre o grupo de indivíduos nascidos no período de alta restrição calórica holandesa, houve um número maior de recém-nascidos com baixo peso e maior prevalência de obesidade, hipertensão arterial, doença coronariana, diabetes mellitus (DM) tipo 2, esquizofrenia, depressão e câncer de mama na vida adulta. Adicionalmente, foi observado que a natureza dos efeitos adversos da fome sobre o feto dependia muito do período de exposição. Assim, as doenças coronarianas, a obesidade e o câncer de mama estavam relacionados à exposição no primeiro trimestre, enquanto o DM era mais evidente naqueles expostos no final da gestação.

Tais estudos geográficos foram a base da origem da teoria da origem fetal das doenças do adulto. Ela sugere que a deficiência nutricional durante a gestação e infância precoce promoveria uma adaptação metabólica e/ou estrutural permanente no indivíduo, aumentando o risco de desenvolvimento de doença coronária e outras associadas, como a hipertensão arterial, o DM e o acidente vascular cerebral (AVC) na vida adulta. O fenômeno, chamado de programação fetal, tem como base o conceito de que o meio ambiente hostil pode determinar alterações na expressão gênica, sem alterar o genoma do indivíduo. Essas alterações podem ocorrer por meio de diversas reações químicas, sendo a metilação a mais frequente, a adição de grupamentos metila à base citosina do ácido desoxirribonucleico (DNA), com regulação do “silenciar” dos genes.

Neste sentido, a alimentação nos períodos de pré-concepção e gestação pode ter um impacto no desenvolvimento físico e cognitivo-comportamental do bebê. Hábitos alimentares adequados e um estilo de vida saudável melhoram o estado nutricional da mãe no período da pré-concepção e durante a gravidez, aumentando a sobrevida perinatal e reduzindo o risco de doenças crônico-degenerativas. Por outro lado, a ingestão inadequada de nutrientes por adolescentes e mulheres jovens pode comprometer o processo reprodutivo e aumentar o risco de resultados adversos na gravidez, tanto para a mãe quanto para o nascituro. Ademais, as adaptações metabólicas podem aumentar o risco de desenvolver patologias crônico-degenerativas e obesidade a longo prazo.

Nutrição materno-infantil:

O período que representa a janela de oportunidades para que os profissionais da saúde realizem intervenções nutricionais para a mulher, que podem beneficiar a saúde das futuras gerações, engloba:

Os 90 dias antes da concepção:

destinados a medidas que visam prevenir malformações fetais;

Os 280 dias de uma gestação a termo:

visando minimizar os efeitos epigenéticos;

Os 730 dias dos dois primeiros anos de vida do ser humano:

como potencializadores do desenvolvimento neuropsicomotor.

Hanson MA, Bardsley A, De-Regil LM, et al. The International Federation of Gynecology and Obstetrics (FIGO) recommendations on adolescent, preconception and maternal nutrition: “Think Nutrition First”. Int J Gynaecol Obstet. 2015;131 Suppl 4):S213-53.

Para garantir uma ingestão adequada de nutrientes durante essas importantes fases da vida, é preciso considerar as necessidades nutricionais. Este conceito estabelece os níveis de nutrientes, energia e atividade física suficientes para um estado individual de saúde e bem-estar. Essas necessidades estão associadas ao crescimento e desenvolvimento do organismo, portanto, deve-se considerar a dieta durante a gravidez e a amamentação.

A suplementação pode ser necessária durante a gravidez. O suprimento de vitaminas e minerais deve ser fornecido pela dieta regular, mas a ingestão de suplementos pode ajudar no alcance dos níveis ideais quando a mulher grávida não consome quantidades satisfatórias de micronutrientes.

É necessária a ação interessada de educadores e profissionais da saúde, com foco em nutrição, saúde e estilo de vida, que devem trabalhar juntos em suas comunidades para melhorar a saúde e o bem-estar de meninas, mulheres e seus filhos.

O que considerar para a suplementação de nutrientes na prática

Suplementos nutricionais:

podem ser usados para atender a uma necessidade de nutrientes em grupos vulneráveis, como as gestantes, ou para tratar uma doença diagnosticada a partir de deficiência nutricional.

Ingestão total de nutrientes:

as avaliações de ingestão devem incluir todas as fontes de nutrientes, como alimentos naturais, fortificados e suplementos alimentares.

Análises laboratoriais:

situações específicas e não rotineiras podem exigir a dosagem do nível sérico das vitaminas A, C, D, E, K, tiamina, riboflavina, niacina, B6, B12, ácido fólico, além de minerais como ferro, cobre, iodo, zinco, manganês e selênio.

Contraindicações:

os profissionais devem estar cientes de possíveis situações nas quais os indivíduos precisem limitar temporariamente ou evitar suplementos específicos de nutrientes e micronutrientes, devido ao risco potencial de efeitos adversos.

Excesso de nutrientes:

o consumo de altas doses de certas vitaminas foi associado a efeitos adversos.

Interações nutricionais:

os profissionais devem estar cientes e documentar o potencial das interações nutrientes/nutrientes e drogas/nutrientes, que podem ocorrer com o uso crônico de suplementos nutricionais.

Interações medicamentosas:

o uso de medicamentos pode interferir na absorção ou no metabolismo de certos nutrientes, alterando as necessidades nutricionais e com- prometendo o estado nutricional.

Formulações e dosagens de suplementos:

certas formas de nutrientes e micronutrientes têm biodisponibilidade diferenciada, com base em sua estrutura molecular e fórmula química.

Efeitos adversos:

os profissionais devem estar atentos a possíveis efeitos adversos.

Situações especiais de orientação nutricional no grupo materno-infantil

É importante que as situações especiais tenham uma avaliação nutricional individualizada, assim como um acompanhamento individualizados. Portanto, os profissionais da saúde devem estar preparados para orientar essas mulheres e famílias no sentido de obterem a melhor nutrição.

Cuidados na amamentação e alimentação infantil

A nutrição nos primeiros dois anos de vida é hoje reconhecida como um dos fatores determinantes para sobrevida neonatal imediata, além do crescimento e desenvolvimento neuropsicomotor a longo prazo.

Faz parte de um bom acompanhamento pré-natal a avaliação das dificuldades e a implementação de programas que potencializem a amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida.

Vale ressaltar que os profissionais que acompanham a mulher após o parto são os principais responsáveis pelo estímulo à amamentação exclusiva, tanto no processo inicial quanto na prevenção dos fatores que interferem na sua manutenção.

Da mesma forma, é importante que os profissionais da saúde se mantenham atentos à nutrição materna nesta fase, orientando sobre os ajustes necessários na dieta para suprir as necessidades da mulher e do bebê.

Nutrição para garantir o máximo potencial das futuras gerações​

A nutrição nos primeiros dois anos de vida é hoje reconhecida como um dos fatores determinantes para sobrevida neonatal imediata, além do crescimento e desenvolvimento neuropsicomotor a longo prazo.

Faz parte de um bom acompanhamento pré-natal a avaliação das dificuldades e a implementação de programas que potencializem a amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida.

Vale ressaltar que os profissionais que acompanham a mulher após o parto são os principais responsáveis pelo estímulo à amamentação exclusiva, tanto no processo inicial quanto na prevenção dos fatores que interferem na sua manutenção. Da mesma forma, é importante que os profissionais da saúde se mantenham atentos à nutrição materna nesta fase, orientando sobre os ajustes necessários na dieta para suprir as necessidades da mulher e do bebê.

E-book escrito pela Mestre e Especialista Mara Cláudia Dias, nutricionista e professora do curso de Aperfeiçoamento em Nutrição Materno-Infantil com Enfoque em Amamentação no Instituto Mame Bem.

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O curso de Aperfeiçoamento em Nutrição Materno-Infantil com enfoque em Amamentação, tem o objetivo de aprofundar em temáticas específicas da nutrição materno-infantil, formando profissionais nutricionistas para assistirem de maneira integral e com excelência gestantes, puérperas, lactantes e seus bebês e crianças nos primeiros mil dias. Além de capacitar nutricionistas para atuarem especialmente na assistência ao aleitamento materno, como Consultoras de Amamentação.

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